Pular para o conteúdo
NOA Odontologia
Voltar ao blog

Estética

Retração gengival: quando fazer enxerto de gengiva

10 de junho de 2026 7 minPor Dr. Warlley Bertocco Costa
Sorriso harmônico com gengivas saudáveis após tratamento de retração gengival

Em resumo

Retração gengival é a perda de tecido que expõe a raiz do dente, causando sensibilidade, cáries radiculares e dentes que parecem 'mais longos'. Quando há indicação, o enxerto gengival — de tecido conjuntivo ou matriz dérmica — recobre a raiz, devolve volume gengival e harmoniza o sorriso. Cirurgia ambulatorial, com anestesia local e recuperação em 7 a 14 dias.

Notou que seus dentes parecem maiores, sente um 'degrau' perto da gengiva ou aquela pontada ao tomar algo gelado? Pode ser retração gengival. É um dos problemas mais comuns na boca adulta — e um dos mais subestimados. Tratar cedo evita cirurgia maior depois.

O que é retração gengival

É a migração da margem gengival em direção à raiz do dente, expondo parte que normalmente fica coberta. Pode acontecer em um dente isolado ou em vários ao mesmo tempo. Além do impacto estético, a raiz exposta é sensível, mais propensa a cárie e mais difícil de higienizar.

Principais causas

  • Escovação traumática — escova dura, força excessiva ou técnica horizontal
  • Doença periodontal — perda de osso e tecido de suporte
  • Biotipo gengival fino — gengiva delicada por genética
  • Apinhamento dentário e dentes 'fora do osso'
  • Bruxismo e trauma oclusal
  • Piercings labiais ou linguais que atritam a gengiva
  • Movimentação ortodôntica mal planejada

Sinais de alerta

  • Dentes parecem mais longos com o passar do tempo
  • Sensibilidade ao frio, ao doce ou ao toque da escova
  • Degrau ou 'sulco' visível entre a coroa e a raiz
  • Raiz amarelada visível acima da margem da gengiva
  • Sangramento ou desconforto durante a higiene

Quando dá para tratar sem cirurgia

Em retrações leves, sem perda significativa de tecido, o tratamento começa pelo controle da causa: ajuste da técnica de escovação, troca da escova, controle do bruxismo, tratamento periodontal e — quando indicado — reposicionamento ortodôntico. Resinas conservadoras podem cobrir a raiz exposta em casos selecionados.

Cirurgia de enxerto gengival: quando é indicada

Indicada quando a retração é moderada ou avançada, há perda de gengiva queratinizada (a gengiva mais firme, rosada), sensibilidade persistente ou comprometimento estético importante. O objetivo é recobrir a raiz, ganhar volume e qualidade de tecido e estabilizar o quadro a longo prazo.

Enxerto de tecido conjuntivo (padrão-ouro estético)

Um pequeno fragmento de tecido é retirado do palato (céu da boca) e posicionado sob a gengiva da área tratada. É a técnica mais previsível para recobrimento de raiz e harmonização do sorriso, especialmente nos dentes da frente.

Enxerto gengival livre

Quando o objetivo é aumentar a faixa de gengiva queratinizada — não necessariamente cobrir a raiz. Comum em áreas posteriores ou ao redor de implantes.

Matriz dérmica acelular e biomateriais

Alternativa quando se quer evitar a coleta no palato. Resultados estéticos cada vez mais próximos do enxerto autógeno, com pós-operatório mais confortável. A indicação depende do caso.

Como é a cirurgia

Procedimento ambulatorial, feito no consultório, com anestesia local. Duração média de 60 a 90 minutos. Sem internação. O paciente vai e volta para casa no mesmo dia.

Recuperação

  • Dieta fria e pastosa nas primeiras 48 horas
  • Higiene adaptada na área operada por 14 dias (enxaguante específico)
  • Analgésico simples controla bem o desconforto
  • Retorno em 7 a 10 dias para remoção de suturas
  • Resultado estético maduro entre 3 e 6 meses, conforme a cicatrização e o remodelamento do tecido

Resultados esperados

  • Recobrimento parcial ou total da raiz exposta
  • Redução significativa da sensibilidade
  • Ganho de gengiva firme e saudável ao redor do dente
  • Sorriso mais harmônico e proporcional
  • Maior facilidade de higiene — menor risco de cárie radicular

Todo tratamento de gengiva na NOA começa pela nossa consulta de periodontia em Penápolis, com avaliação completa e limpeza profissional periódica antes de qualquer decisão cirúrgica.

Gengiva não 'volta a crescer' sozinha. Quando há indicação cirúrgica, quanto antes for feita, mais previsível e estável é o resultado — e menor a chance de perder o dente lá na frente.

Perguntas frequentes

Enxerto gengival dói?

Durante a cirurgia, não — é feita com anestesia local. O pós-operatório envolve desconforto leve a moderado, controlado com analgésico comum por 2 a 3 dias.

A gengiva enxertada dura para sempre?

Sim, quando a causa da retração foi tratada (escovação, bruxismo, doença periodontal). Sem corrigir a causa, há risco de nova retração.

Posso fazer enxerto em vários dentes ao mesmo tempo?

Sim. Em muitos casos é possível tratar uma sequência de dentes na mesma sessão, otimizando o pós-operatório.

Quem fuma pode fazer enxerto gengival?

Pode, mas o cigarro reduz a previsibilidade do resultado e aumenta o risco de falha. O ideal é interromper antes e durante a cicatrização.

Plano dental cobre enxerto gengival?

Depende do plano e da indicação. Muitos cobrem quando há justificativa periodontal documentada. Avaliamos cada caso individualmente.

Quer falar com quem entende?

Agende seu CheckUP Digital

Avaliação completa, diagnóstico em tela e plano sob medida — sem pressão, sem promessa milagrosa.

Agendar pelo WhatsApp